sábado, 12 de maio de 2012



                      A Educação em Porto Real

           Na época do Brasil império, a alfabetização das crianças iniciava-se no próprio seio dos lares, a cargo da mãe ou de "mestres" contratados, pagos e residentes com a família. Eram os preceptores encarregados da educação integral dos alunos e muito bem tratados, respeitados. Isso acontecia, principalmente, nas grandes fazendas.
          Quando a criança atingia uma idade em que era considerada apta a viver longe dos pais, normalmente era encaminhada a intervalos masculinos ou femininos. Lá permanecia anos, só  regressado ao lar paterno após a conclusão dos estudos, pois as distâncias eram grandes e as viagens feitas a cavalos, poderiam durar dias e dias. até a cozinha. Parava-se para a troca de animais e para o descanso. 
          Com o advento do trem-de-ferro, tornou-se mais suave a viagem, ainda assim bem penosa.
          Não foi diferente com os portuenses de então.
          Os fazendeiros de melhor visão cultural, e também condições financeiras, encaminhavam seus filhos, depois das primeiras letras, para escolas renomadas.
           Especialmente para o Caraça. Ou ainda Mariana, Ouro Preto, São João Del Rei e, posteriormente, Lavras, Campanha, Juiz de Fora, Formiga.
           Em porto Real, a primeira referência a um professor reporta-nos ano de 1870, quando é mencionado o nome do mestre escola José Claudinho que lecionava na Mata dos Cunhas.
           Em 1878, por influência do capitão José Garcia Pereira, foi criada no arraial a primeira escola mista pública.
           Sua filha Maria Cândida da Silveira havia retornado do Colégio Providência, em Mariana, bem preparada, culta e em condições de lecionar. Depois de examinada por uma banca oficial, instalada em Piumhi, foi julgada habilitada e, nomeada professora, lecionou por vários anos.
          Mais tarde, por volta de 1890, foi fundada a primeira escola exclusivamente para alunos do sexo masculino. Era dirigida pelo professor Domingos Garcia de Carvalho. Ambos haviam estudado no Caraça e frequentado o Curso Normal em Campanha.
         Posteriormente, o professor José Antônio da Silva Campos, primo dos anteriores, assumiu a escola. Ele havia estudado no Caraça, em Campanha e São João Del Rei. Após alguns anos, essas escolas fecharam por falta de professores.
       Entre 1912 e 1914, uma professora de Ouro Preto, Dona Josefina, veio para Porto Real juntamente com dois Parentes, Alcebíades e José Bento Coelho. Abriram uma escola na Rua Dois (2). Mas em 1914, mudaram-se para Bambuí.            Já nessa época havia em Decreto de n° 3946 do Governo Estadual que criava uma unidade escolar em Porto Real. Entretanto, não houve sua regulamentação e a escola não saiu do papel.
        Aflitos, os pais não sabiam como resolver o problema da alfabetização dos filhos.
       Foi então que Francisca de Carvalho (Dona Chiquinha), para solucionar o problema de sua família, começou com aulas em sua casa, o Sobrado. E grande parte dos portuenses passou a frequentá-las.
        No entanto, era preciso resolver a questão de uma forma mais definitiva e Domingos Garcia de Carvalho reuniu um grupo de portuenses para renomear e ampliar uma casa doada pela professora da Ordem Vicentina, Irmã Antonieta Campos. Assim, surgiu por volta de 1928, o colégio São Vicente de Paulo, localizado na Rua Quatro(4), esquina com a Rua Três(3).
        O colégio, onde funcionava o curso primário, foi primeiramente dirígido pelo professor Ezequiel de Souza. O segundo diretor foi Dr. Djezar Leite. Também a professora Maria Augusta Garcia Leão (tia Maria) esteve á frente da direção desse colégio.
        Enquanto isso, outras turmas do curso primário funcionavam nas "Escolas Singulares ou Isoladas" espalhadas por diversos lugares do arraial. De acordo com informações, essas escolas teriam sido mantidas pela Prefeitura Municipal de Formiga a quem pertencia o distrito de Porto Real.
      E na zona rural continuavam as classes nas casas das fazendas ou em algum outro local providenciado e mantido pelos próprios fazendeiros.
      Com grande impulso dado ao ensino pelo governador Antônio Carlos, foi obtida com a regulamentação do Decreto de 1913, licença para o funcionamento das "Escolas Reunidas" em 1928.
       Das "Escolas Reunidas de Porto Real" eram professores: Maria Cândida de Carvalho "Dona Didi do Sobrado), Maria Leão de Carvalho (Lília), Maria Augusta de Carvalho (Dona Lília do Nonô) e Benedita de Almeida Guimarões (Dona Ditinha). O funcionamento era em turmas multisseriadas.
       Foi construído o prédio escolar inaugurado em 1° de Julho de 1930. Nele passaram a funcionar as cinco escolas da localidade, até então alojadas no Colégio São vicente de Paulo e onde mais fosse possível.
       No governo de Olegário Maciel, as "Escolas Reunidas" foram  elevadas á categoria de Grupo Escolar, instalado em 1° de Julho de 1932.
       Nascia então o velho "Paula Carvalho".



De Porto Real á Iguatama

             
                O "Paula Carvalho"
         Com a regulamentação do Decreto n° 3946, de 08 de julho de 1913, o Governo Geral Estadual assumiu, em 1928, a responsabilidade pela educação em Porto Real, instalando as "Escolas Reunidas".
         No entanto, por falta de prédio próprio, as "Escolas Reunidas de Porto Real" continuaram a funcionar em locais diversos e com classes multisseriadas.
        O governador Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, eleito em 1926, estava profundamente empenhado em promover uma revolução no ensino de Minas Gerais. Era seu secretário particular e chefe de seção da Secretaria do Interior, Pelicano Frade, cunhado do portuense José Pereira Garcia  Pereira Leão (décimo filho do capitão José Garcia Pereira) Como se vê, o momento era propício a que Porto Real pudesse realizar sua aspiração de ter, definitivamente, uma escola para suas crianças. E foi a pedido de José Pereira Garcia Leão, através de seu cunhado secretário, que a verba para a construção do prédio foi conseguida.
        Era necessário que o distrito disponibilizasse o terreno para edificação.
         Isso foi conseguido através da doação feita por José Henrique de Oliveira (José Raimundo) e Domingos Garcia de Carvalho. Na escritura passada em 17 de março de 1928, no cartório do 2° ofício da Comarca de Formiga, José Henrique de oliveira se faz representar pelo filho Rivalino de Oliveira.
         foi então construído no terreno doado, um prédio com quatro salas de aula (sendo duas delas separadas por uma enorme porta que era aberta por ocasião de eventos), uma sala de diretoria, uma sala de secretaria, banheiros e pátios laterais. Uma construção sólida, com fachada com estilo neoclássico.
        Sua inauguração deu-se a 1° de julho de 1930. Iniciada com a benção pelo vigário portuense, Padre José Timóteo  de Carvalho (Padre Zeca), a solenidade transcorreu com muito entusiasmo.
         José Pereira Garcia Leão discursou, apresentando dados onde comprovava a demanda escolar para que as "Escolas Reunidas" se tornassem "Grupo Escolar", objetivo pelo qual continuou trabalhando.
         Seu filho, o farmacêutico Oscar Pereira Garcia, inspetor escolar, apresentou um estudo sobre o ensino ministrado até então em Porto Real.
         Dr. José Antônio de Paula Carvalho discorreu sobre a importância da cultura.
         E o escrivão de paz,  Alexandre Caetano Guimarães, elogiou e agradeceu ao Governo pelo interesse e empenho no desenvolvimento da educação.
         De fato, hoje a História de nossa terra já registra que estava dado o primeiro e grande passo para que  a educação conterrânea se desenvolvesse, tomando o curso natural que levaria ao estágio presente.
         No prédio recém-construído, passaram a funcionar as cinco classes existentes no arraial.
         As professoras das "Escolas Reunidas" participaram de um Congresso Regional, em Formiga, e após os exames regulamentares foram nomeadas pelo Governo Estadual. Eram elas: Maria Cândida de Carvalho, Mara Leão de Carvalho, Maria Augusta de Carvalho e Benedita de Almeida Guimarães. Por ter sido a melhor classificada nos exames, Maria Leão de Carvalho foi nomeada para a direção da escola. E foi substituída na regência de classe por Dolores Leite Borges.
         Após quatro anos como "Escola Reunidas de Porto Real", no governo de Olegário Maciel, houve a elevação á categoria de grupo escolar.
         Em 1° de julho de 1932, a escola passou a ser denominada Grupo Escolar de Porto Real. Essa é, até hoje, comemorada como a data de sua fundação.
         No dia 25 de março de 1943, o nome da escola foi alterado para Grupo Escolar "Paula Carvalho'. Justa homenagem a um de seus idealizadores e constante incentivador do trabalho educacional. Dr. José Antônio de Paula Carvalho faleceu em 07 de agosto de 1942 e é o Patrono da Escola. Em decorrência  da homenagem, o aniversário da escola é comemorado em 25 de março.
         Em 1968, foi iniciada um grande reforma e ampliação do prédio, já bastante danificado.
         Foi feita a troca do assoalho de tábuas por tacos e o forro retirado e substituído por laje. Foi retirada a grande porta que conjugava as duas salas da esquerda.
         Durante a reconstrução, a escola funcionou em salas alugadas pela Secretária de Estado da Educação.
         Em julho de 1969, a Carpe concluiu os trabalhos, entregando a escola totalmente remodelada e com a ampliação, em um segundo bloco, com três salas de aula,  cozinha e o pátio (usando como refeitório e para eventos).
         Em 1976, de acordo com um convênio assinado entre a Secretária de Estado da Educação e a Prefeitura Municipal de Iguatama, houve a extensão de séries (5° a 8° séries). A Resolução n° 1847, de 28 de fevereiro de 1976, página 15, coluna 02, trouxe além dessa modificação, a mudança de denominação para Escola Estadual "Paula Carvalho". Na ocasião, todos os alunos de 5° a 8° séries da Escola Pio XII ( então particular), foram transferidos para o "Paula Carvalho".
         Em 1990, foi construída a quadra de esportes.
         Em 1991, houve uma reforma para a colocação de novo piso e troca do telhado. Também em 1991, a White Martins contribuiu, em doação, duas salas na escola, sendo uma delas a Sala de Recursos.
        Em 1992, a Write Martins construiu, na escola, mais uma sala de aula.
        Em 04 de janeiro de 1993, em acordo com a 6° DRE - Divinópolis, foi promovida a reorganização das escolas do município. O projeto idealizado pela Delegada de Ensino, Daise Rodrigues Alvares, teve respaldo do Secretário da Educação Walfrido Silvino dos Mares Guia Neto. As escolas ficaram assim reorganizadas: Educação Pré-Escolar - E.E. " Pio XXII"
        1° a 4° séries: E.E. "Cel. José Garcia Pereira"
        5° a 8° séries e Ensino Médio: E.E "Paula Carvalho"
        Em 1994, foi construída, com recursos próprios, a "Sala dos Professores".
        Em 1997, com a implantação, pelo governo do Estado, dos projetos "Acertando o Passo" e "A Caminho da Cidadania", a matrícula da escola cresceu muito, chegando a 18000 alunos. Como não havia salas de aulas suficientes, foram adotados quatros turnos. Surgiu, então, a necessidade de ampliação da rede física e iniciada a campanha para a construção. Liderados pela diretora  Maria da Glória  de Carvalho, funcionários, pais e alunos da escola conseguiram angariar recursos para a construção de seis salas. Como o espaço era pequeno, a obra foi realizada em dois pavimentos. Ficou quase concluída, faltando apenas  o piso, reboco e pintura; terminados em 2003.
        Em 2003, houve uma grande reforma, pela Secretaria de Estado da Educação, com apoio da SRE de Divinópolis e do Subsecretário da Rede Física, Dr. Gilberto Rezende. Foi refeita toda a rede elétrica, rede hidráulica, construída a nova caixa d'água, mudando o telhado e a pintura.
        Em 2005, uma grande ampliação foi liberada pela Secretaria de Estado da Educação, com o apoio do secretario de Governo do Estado, Danilo de Castro e do Deputado Estadual Alberto Pinto Coelho.
        Em 22 de junho de 2007, a inauguração da obra: dois laboratórios para as áreas de Química, Física e Ciências Biológicas, uma biblioteca com sala de leitura e laboratório de informática, um espaçoso pátio coberto e com palco, banheiros.


Organização Administrativas

      Em 1993, com a reorganização das escolas do município, a E.E." Paula Carvalho" passou a ter o Ensino Médio com os cursos: Magistério de 1° grau, Auxiliar Químicas e Técnico em Química.
      O Ensino Médio Profissionalizante, ministrado na Escola Estadual "Paula Carvalho", foi autorizado pelo Decreto 37340 de 05 de outubro de 1995. O Ensino Médio Geral foi autorizado pela Portaria n°135/97 de 18 de janeiro de 1997.
      Em 1998, foram extintos pela SEE os cursos profissionalizantes em todo o Estado de Minas Gerais.
      No ano de 1999, com Lei de Diretrizes e Bases (LDB), Foi extinta a seriação, passando a ciclos no Ensino Fundamental (5° a 8° séries).
      Foi implantado progressivamente o 2° e o 3° Clico no Ensino Médio. O 2° Ciclo compreendia as antigas 5° e 6° séries e o 3° Ciclo compreendia as antigas 7° e 8° séries.
      A partir de 2004, de acordo com a Resolução 521 da SEE - MG, as escola volta ao regime seriado no Ensino Fundamental.
      Em 2004 foi implantado na escola, de acordo com a Resolução n° 444/01, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) para o Ensino Fundamental (últimas séries) e para o Ensino Médio.
      Para melhor organização administrativa, a Escola conta com a Colegiado, com funções de caráter de liberativo e consultivo nos assuntos referentes á gestão pedagógica, administrativa e financeira, respeitando as normas legais.
      Atualmente, em 2007, a escola funciona em três turnos: manhã, tarde e noite. Conta com total de 30 turmas, sendo 19 de Ensino Fundamental,07 de Ensino Médio e 05 de Educação de Jovens e Adultos: 03 referentes ao Ensino Fundamental e 02 referentes ao Ensino Médio.

             "Patrono da Escola Estadual Paula Carvalho"

          Dr. José Antônio de Paula Carvalho, nasceu em Porto Real (Iguatama), distrito de Formiga no dia seis de junho de 1890 na casa de sua vó Maria Cândida da Silveira, hoje chamada casa do Sobrado, (Rua 04).          Era filho de Antônio Garcia de Carvalho conhecido por "Nico" e Francisca Angélica de Paula Carvalho. Foi o único de cinco irmãos que sobreviveu.          Desde criança já demonstrava o futuro talentoso, que o tempo iria revelar. Era muito curioso e questionava o porquê de tudo que existe, tendo Deus como centro de sua VIDA..         Aprendeu a ler aos cinco anos com a avó paterna. E gostava de ajudar a celebrar missas, respondendo em latim. Ao dez anos foi para o Caraça.        A viagem era a cavalo, levavam ás vezes, uma semana para chegar.        José topava tudo, era alegre e feliz e a ida para o colégio era uma festa.        Estudar no Caraça era um honra. O colégio preparava tão bem os alunos que eles entravam nas melhores faculdades da  época e saíam com sucesso.         Foi para o Rio de Janeiro onde cursou Humanidades e se matriculou na Escola de Medicina da Praia Vermelha, concluindo o curso em 1919, defendendo, em seguida, tese de doutorado com distinção e louvor, vindo a exercer a profissão no velho Porto Real, em 1920.        Tinha muito energia e não perdia tempo na vida. Frequentava o que podia; festas cívicas, políticas, regata do Vasco, teatro, recitais, restaurantes e disputa de natação (nadava muito bem)        A música era maior paixão, sendo Beethoven seu herói. Fundou um jornal, o grupo de Escoteiros e o Tiro de Guerra.       Incentivava sempre os amigos a estudar, e estudar muito.       Foi professor e ensinava música nas cidades em que morou: Piumhi, Itapecerica, Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata e Oliveira, exercendo sua profissão com muita dedicação e esmero.       Em 1921, casou-se, em Oliveira, com Alfredina Paraíso, moça de fina educação e rara beleza, fila do Dr. Alfredo Paraíso, ouro, pretano que ali fora magistrado, e de Maria Carolina de Oliveira Paraíso, da tradicional família de Oliveira.      Dr. José e Alfredina tiveram oito filhos:      -Célia Paraíso Dias de Carvalho;      -José Antônio de Paula Carvalho;      -Lívio de Paula Carvalho;      -Maria de Lourdes Paraíso Coutinho (Nhazinha);      -Lauro de Paula Carvalho;      -Lúcia Carvalho Guratto;      -Alberto de Paula Carvalho;      -Luís Gonzaga de Paula;      Era capaz de renunciar a tudo para o bem estar da família.      Era poliglota,sabia falar: Português, Espanhol, Alemão, Latim, Francês, sendo o principal o Aramaico, pois queria estudar a fundo a língua de Jesus.
     Gostava muito de ler e assinava revistas estrangeiras relativas á Medicina, participou das Revoluções de 1927 1930. Foi ao Rio de Janeiro duas vezes durante a 2ª Guerra Mundial. Ele era de alma e coração voltados para um Brasil mais justo e cristão. “Como é bom sonhar! O sonho é direito de todos”, dizia. Ingressou na política pelo partido PRC (partido de Arthur Bernardes, governador de Minas Gerais). Ele tinha a paciência de um pescador e acreditava no seu sonho: que Porto Real não teria mais analfabeto ou gente faminta, e teria sempre a educação em primeiro lugar. Foi assim que ganhou de seu tio Domingos o terreno onde foi construída a primeira Escola Estadual para todos. E a luta continuou para melhorá-la sempre. Mais tarde, foi homenageado como Patrono da Escola. Tinha sempre o hábito de subir na torre da igreja para ver o arraial, as curvas do rio, as árvores, os ipês floridos e dizia: “Tenho uma linda vista. Como Deus foi generoso, o ar é leve a brisa balança os ipês, as flores caem e formam um tapete colorido. Como eu amo esta terra!” Mas o destino tem suas ciladas: bem cedo ainda veio a falecer, aos 52 anos, porém, viveu intensamente. A comunidade de Iguatama perdeu um dos seus maiores filhos, ainda hoje lembrado, com gratidão e saudade.
                           
                        

                    Diretoras da Escola

Maria Leão de Carvalho (Dona Lilia)

1932 a 1949.


Entre 1932 a 1949, Maria Leão de Carvalho (Dona Lilia), foi a diretora da escola. Trabalhar pela educação parecia ser a razão de sua vida. Grande poetisa e um ser humano completo, com qualidades invejáveis. Sua disponibilidade, serenidade e profissionalismo, foram elementos marcantes para a superação de problemas e dificuldades tão comuns em uma escola que estava nascendo. Conduzir a escola foi tarefa simples diante da imensidão do amor que nutria por esta escola e pela educação. É lembrada com carinho, admiração e principalmente com respeito por todos que foram seus alunos e pelos professores que tiveram o privilégio de conviver com ela.



Dolores Leite Borges

1950 e 1951


  Em 1950 e 1951, a direção da escola esteve nas mãos de Dolores Leite Borges. Estruturou sua liderança na autoridade, buscando sempre melhorias no atendimento à clientela escolar. Sua determinação em atingir todas as metas e crescer sempre mais, foi o traço marcante de sua passagem pela nossa escola.

Maria Augusta de Carvalho

1952 e 1953
Maria Augusta de Carvalho foi diretora da escola em 1952 e 1953. Lutou para dar à escola uma aparência melhor. Durante sua gestão foram confeccionadas as “célebres capinhas de flanela”, para os alunos carentes que frequentavam a escola; sem dúvida essas “capinhas” aqueciam o corpo nos dias mais frios e também o coração. Seu espírito de liderança e sua dedicação à educação, são elementos que marcaram sua passagem por nossa escola.

Elvira Leão de Carvalho

1954 a 1960



Entre 1954 e 1960, Elvira Leão de Carvalho, esteve à frente da escola. Como diretora lutou com a falta de salas de aula para os alunos, espalhados em classes por toda a cidade, também com a falta de auxiliares; mas, apesar das dificuldades, manteve o otimismo. Uma característica marcante de sua passagem pela
nossa escola, foi a alegria. Alegria em servir, alegria no relacionamento com alunos e professores, e cima de tudo, alegria pelo dever cumprido com responsabilidade. Foi uma gestão muito dinâmica, pois apoiava as atividades extraclasses, havia clube de jardinagem, horticultura, avicultura, coelhicultura, clube da leitura e da saúde. Dona Elvira representa a história viva de nossa escola, sempre que solicitada, relata com saudade, amor e alegria todos os acontecimentos que marcaram a história da nossa escola e da educação de maneira geral em nossa cidade.

Clélia Pereira de Oliveira

1961 a 1963



Clélia Pereira de Oliveira, foi diretora da escola entre 1961 a 1963; pessoa compreensiva e delicada, em quem professores e alunos buscavam apoio e segurança para os trabalhos diários. Possuidora de grande senso de justiça e responsabilidade, soube conduzir com extremo profissionalismo a escola, sofrendo às vezes algum tipo de oposição. É lembrada com carinho pelos que conviveram com ela e é figura ilustre na galeria das recordações da escola.

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